quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Gandra está preso!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Assassino de Natan faz mais uma vítima.
domingo, 14 de novembro de 2010
Mais um baleado na boate.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Tese de legítima defesa pode ser afastada
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Juiz nega prisão do PM mais uma vez
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Abuso de poder
Violência policial: a violência policial que se faz presente em nosso país vigora há muito tempo. Tornou-se realmente explícita durante o Regime do Estado Novo (1937-1945) e no Regime Militar (1964-1985), onde o alvo desta violência eram todos aqueles que não aceitavam a forma de poder ditatorial ou questionavam os atos de seus governantes. Não se pretende aqui justificar a Ditadura, a qual vai imediatamente contra os princípios universais de liberdade convencionados na Carta de 1948, mas deve-se fazer uma diferença entre a violência policial atuante num Regime ditatorial e aquela vigente num Regime democrático. No primeiro, o Estado atua com “mão-de-ferro” e o poder não emana do povo, pelo contrário, a ele é superior, ferindo todos os preceitos de um ideal democrático e sujeitando a massa de cidadãos à vontade de um governante dominado pela idéia de conduzir sozinho o destino de uma nação conforme suas convicções particulares. Nada mais “natural” que a polícia espelhe na prática o real cumprimento deste “poder”, estando a ele subordinado e por ele seja atuante, sendo mais particularmente evidente no Regime militar. Ocorre uma “pressão psicológica” sobre o indivíduo detentor do poder de polícia e que cumpre os mandos e desmandos de seus superiores em garantia de sua própria integridade. Trata-se, mais ou menos, de um estado de necessidade, porém, sob violência injustificada, visto que nenhuma forma de violência é justificável, a não ser para a proteção da vida e da integridade humana. Some-se a isso o fato de que a polícia brasileira sempre foi indisciplinada e uma das características principais é o despreparo do corpo policial.
No regime democrático, a aparente “justificativa” para a prática de atos de violência policial em prol da própria integridade não existe. O poder emana do povo (ou pelo menos espera-se que emane), a quem cabe escolher seus representantes e em nome de quem este poder será exercido. À polícia não existe mais o sentimento “intrínseco” de cumprir ordens que criem atos violentos pelo simples fato de se estar subordinado a um poder superior, inexistindo também o receio de punição pela violência “não cumprida”. Existe tão somente o “dever legal” de manter a ordem e a disciplina no meio social, sendo a violência argüida apenas em casos extremos de hostilidade, e não pelo fato do cidadão usufruir de seu direito de liberdade de ir e vir, de expressão etc.
Um ponto essencial que deve ser evidenciado quanto à violência é o fato de que a maioria de suas vítimas são geralmente os membros das camadas mais pobres e menos abastadas da população. Estes segmentos da sociedade são considerados classes perigosas por acreditar-se serem um ameaça às classes mais abastadas, ocorrendo um processo de “seleção” onde todo criminoso deve ter características como pobreza, desnutrição, inteligência limitada, preferivelmente negro ou mulato etc. Tal visão distorcida que impera no meio social, somada à indisciplina de uma polícia que sempre bateu, espancou e torturou, que repele a violência com mais violência, e que forma Esquadrões da Morte e grupos de extermínio, demonstra a total ignorância dos princípios básicos dos direitos humanos, cujas garantais fundamentais foram incluídas na Carta Magna que completa dez anos. Entretanto, é necessário mais que a promulgação dos princípios constitucionais, mas vontade política do governo brasileiro para fazer vigir as normas constitucionais.
Tanta violência policial que vem à tona revela um dado importante: antigos e pavorosos defeitos da polícia ainda existem, vencidos os anos de ditadura militar. Existe extorsão, tortura, assassinato, seqüestro, omissão, mentira, insubordinação e até envolvimento com tráfico de drogas. É necessário, antes de tudo, civilizá-la, reeducando os policiais envolvidos em atos de violência e reformulando o treinamento dos policiais, da fiscalização de suas ações e no julgamento destes.
UM EXEMPLO “ ESSE CIDADÃO” CHAMADO GANDRA!
domingo, 22 de agosto de 2010
Fatos novos sobre o caso Natan
Quase três meses depois da morte de Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o novo comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar de Macaé, tenente-coronel Cid Rodrigues Tavares prometeu para a próxima semana novidades no procedimento administrativo que investiga a responsabilidade do policial militar pela morte do pernambucano. Ainda segundo o comandante, o cabo João Manoel Pereira Gandra está servindo à corporação em trabalhos internos, até que a sua conduta seja julgada pela PM." Continua...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
RETROSPECTIVA
terça-feira, 27 de julho de 2010
Policial. Heroi ou vilão?
quarta-feira, 21 de julho de 2010
HEIN, PAI, MATARAM NATAN!
Tive a oportunidade de conviver com Natan durante a curta permanência dele neste mundo, mas foi o suficiente para conhecer o pernambucano contador de histórias, conversador e irreverente que veio para esta cidade em busca dos seus sonhos: tornar-se advogado e dar melhores condições de vida para a sua família. Mas um tiro (só um?) acabou com todos os seus sonhos; um tiro de “legítima defesa” dado na cabeça; um tiro que não só atingiu o jovem nordestino, mas também a sociedade naquilo que ela talvez mais preze: a segurança.
Não questiono as intenções da vítima quando retornou ao local do ocorrido portando uma faca, porque nada que ele tenha feito dentro ou fora daquele estabelecimento justifica tamanha brutalidade, principalmente vindo de alguém supostamente treinado para lidar com situações adversas e com a segurança pública.
Só nos resta agora esperar e torcer para que a justiça que “tarda, mas não falha” seja feita e que todos os fatos sejam apurados devidamente para que a sociedade e, principalmente os familiares do estudante, tenha uma resposta definitiva para o caso.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Esse poço tem fundo?
sábado, 10 de julho de 2010
Polícia apura ameaças contra Kapi
Acompanhe abaixo mais uma notícia publicada hoje na Folha da manhã online.
Kapi: Polícia faz diligências para apurar ameaças
A delegada adjunta da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Ana Paula Oliveira determinou que diligências fossem iniciadas para apurar a denúncia de ameaça de morte, sofrida pelo diretor teatral, poeta e articulista da Folha da Manhã Antônio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi. A denúncia foi formalizada na manhã de quinta-feira, um dia depois em que Kapi recebeu uma ligação anônima. O fato foi apresentado na ocasião, ao Ministério Público Estadual. As informações solicitadas pela delegada estão em sigilo, para não atrapalhar as investigações, de acordo com os inspetores que atuam no caso.
O órgão judicial e a Polícia Civil, com base no depoimento do diretor Teatral levantam hipótese do crime ter sido em razão da vítima estar à frente de um manifesto para que a execução do ex-estudante de direito Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, não caia no esquecimento.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amigos apoiam Kapi e mostram solidariedade
Depois de Kapi denunciar no Ministério Público Estadual, ter sofrido ameaça de morte, amigos, artistas e ícones da área cultural de Campos, falaram sobre o assunto, considerando absurdo que a simples cobrança por justiça para um caso de execução possa resultar numa tentativa de coação. A manifestação mostra o grau de reconhecimento e respeito que Kapi conquistou na sociedade campista.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Kapi recebe ameaça de morte
O diretor de teatro, poeta e articulista da Folha da Manhã, Antonio Roberto de Gois Cavalcanti, o Kapi, denunciou hoje à tarde, no Ministério Público Estadual (MPE), em Campos, ter sido ameaçado de morte — hoje ele vai à 134ª Delegacia Legal registrar o fato. A ameaça, segundo ele, aconteceu por volta de 1h30, por telefone. Do outro lado da linha, uma voz firme e forte ameaçou: “Você vai morrer seu f.. d... p... Você fala demais”. Kapi afirma que, por não ter inimigos, acredita que a ameaça só pode estar associada ao fato de ele ser um dos amigos do jovem pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto na madrugada do último dia 24 de maio em frente a uma boate na avenida Pelinca. Desde então, ele e alguns amigos do rapaz se mobilizam pedindo justiça. Natan foi morto pelo PM lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Macaé, cabo João Manoel Pereira Gandra.Desde a morte do amigo Natan, Kapi escreveu pelo menos seis artigos sobre o fato no seu espaço semanal publicado pela Folha, sempre às segundas-feiras. “Não se trata de cobrança. O que a gente quer é que o caso não caia no esquecimento, apesar do empenho do Ministério Público”, afirmou. Ele lembra que, mesmo diante das evidências apontadas no inquérito concluído pelo delegado Maurício Barros, com base na necropsia do Instituto Médico Legal (IML) que aponta execução, foram negados pela 1ª Vara Criminal de Campos, dois pedidos de prisão contra o autor dos cinco disparos que ceifaram a vida do rapaz: um feito pelo próprio delegado e outro pelo MPE.Leia a matéria completa na edição de amanhã.
Fonte: Folha online de 07/07/2010.
domingo, 4 de julho de 2010
Sem novidades
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Salve, Bezerra da Silva
sem ele anda rebolando e até muda de voz"
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Não se cale
Quando nos calamos estamos permitindo que o inimigo cresça, tome corpo e avance sobre todos os espaços a sua volta, nos sufocando, tirando toda nossa energia e a nossa liberdade e, como bem disse o filósofo francês Rousseau “Renunciar à liberdade é renunciar à qualidade do homem, aos direitos da humanidade, e até aos próprios deveres.”
Se você sabe de alguma coisa sobre o ocorrido naquela madrugada fatídica, fale. É compreensível que aqueles que presenciaram a cena tenham receio, mas nem sempre é preciso se identificar. Você pode fazê-lo aqui no blog como “Anônimo” ou, melhor ainda, no site do Ministério Público ou ligando 127. Você pode optar, também, em fazer a sua denúncia anônima na Polícia Civil do Rio ou através do Disque Denúncia (telefone 2253-1177). Às vezes um detalhe mínimo que, em princípio, parece banal, pode ser importante para elucidar o caso.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
"PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ, É MEDO"
"Vivemos num mundo onde os valores se inverteram. Se precisamos de socorro para nos sentir seguros não recorremos mais aos nossos heróis que, na minha infância, eu os via com tanto respeito e admiração.
Muitas pessoas viram o que aconteceu lá dentro, mas ninguém quer se comprometer. Têm lá suas razões. Mas qualquer dado que ajude a justiça a elucidar o caso é de suma importância que venha à tona, já que as câmeras estavam com defeito e ninguém pode comprovar que a boate foi evacuada por uma saída de emergência imediatamente após o crime, por exemplo. Com o blog podemos deslanchar uma campanha que, esperamos, não permita que nenhuma outra mãe venha a passar pelo que a mãe de Natan está passando. Por fim, faço nossas as palavras do poeta de dramaturgo Bertold Brecht em "No caminha, com Maiakóvski", e as dedico a todos aqueles que preferem se calar diante do corpo estendido na chão: "Nos dias que correm a ninguém é dado repousar a cabeça alheia ao terror."
sábado, 19 de junho de 2010
Perfil do orkut
Agora me digam: quem escreve uma coisa dessa pode ser uma pessoa violenta como alguns tentaram mostrar?
"Somos todos passageiros, passageiros de um trem qualquer, e vamos num daqueles comboios, e nosso subconsciente traça uma visão idílica.
“Quando eu tiver dezoito anos….”
“Quando eu comprar um carro novo…”
“Quando colocar meu último filho na Universidade..”
“Quando eu for promovido…”
“Quando me aposentar , vou viver feliz para sempre!”
Malubarni
Charles Chaplin
Alguns recados deixados no orkut do Natan
29 mai
Estou muito chocado com tudo isso, mas Deus têm um lugar especial para vc!
Gostava muito de conversa com vc msn, tenho saudades dos nossos papos e do mercadinho em Boca da Mata.
Que a sombra do Onipotênte te Guarde!
27 mai
Grande irmão, foi horrível saber que nunca mais vou te ver aqui...
desejo que DEUS possa te acolher da forma que acolheu tanta gente. Nunca
irei esquecer das nossas aventuras na serra de BOCA DA MATA, das nossas
farras nos shows da vida nem do nosso companheirismo de irmão. Setirei
saudade... Vai na paz ... que o céu esteja te esperando com sorriso,
pois, era isso que você trazia para as pessoas. Um dia a gente vai se
encontrar irmão...Um beijo no seu coração.
Seu irmão JONATHAS.
27 mai
N sei nem o q dizer...vc jah faz mta falta...Eh ruim que tenha sido assim, mas um dia nos encontraremos lá em cima, eu tenho certeza!!Meus eternos sentimentos!!Vc vai ser sempre especial na vida d todos nós!!!Saudade meu amigão!!Matadorzão!!!
um grande beijo Marina e Ronaldo.
26 mai
Vai em Paz meu amigo...vc vai fazer muita falta..!!!Fabtastico mundo de Bob.......Boooooooooob..!
26 mai
§:
Vá em Paz!
Faça uma festa no ceu,
leve tua alegria,
jamais vou esquecer o teu abraço forte.
26 mai
POrra doido.... To bolado... triste pra caraiooooo, vc era uns dos caras mais gente boa e divertida q ja conheci. Pernambucano arretado... como disse o parceiro ai em baixo ... srrsrs passavamos mal lembra ???? AGRESSSIIVOOOOOOO!"!!!!!!! srrsrsrsrrsrsrs
poxa lek.... q merda ... saudades ... te quero o bem .. fica na pazzz
PAZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,.........
26 mai
Fique em Paz meu amigo....
"agressiiiiivo"!!!!
piroca do sacii!!
26 mai
O céu está "um luxo", tal como o brilho da alegria que carrega. Deus te acompanhe.
26 mai
Piroca do saci, cara nada vai ser mairo que a saudade que vc deixa entre nois, descance em paz amigo!
O BOLG NA FOLHA ON LINE
Caso Natan gera reações na rede
A morte do pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto em frente de uma boate na Pelinca, dia 24 de maio, vítima de disparos feitos pelo policial militar de Macaé, João Manoel Pereira Gandra, que estava de folga e alegou legítima defesa e de terceiros causou reação na população, que deu início a uma campanha por justiça através de um blog criado recentemente.
Através da Folha Online, o leitor Cesar Cerqueira, pede apoio para o movimento. Acessado através do endereço www.casonatan.blogspot.com, a página intitulada “CASO NATAN”, pede que o caso não seja esquecido reproduzindo material publicado no jornal Folha da Manhã. Em sua apresentação, o texto: “Ajude-nos a não deixar esse caso cair no esquecimento. Vamos unir forças para que a justiça seja feita. Como já vínhamos dizendo desde o início, foi EXECUÇÃO, ASSASSINATO, COVARDIA”.
Recentemente o inquérito da Polícia Civil que apura a morte de Natanael, concluiu que houve execução e não legítima defesa de terceiro, como teria sido alegado inicialmente pelo suspeito do crime, o cabo PM João Manoel Pereira Gandra.
“O laudo do local (...) mostra que a vítima levou o primeiro tiro por trás da cabeça, vindo a cair e, já no solo, recebeu mais quatro tiros, (um de raspão na testa) sendo executado (...)”, diz o documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), no dia 28 de maio, cuja conclusão do delegado Maurício Barros representa pela prisão temporária do policial, o que teria sido negado pela 1ª Vara Criminal.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Natan: inquérito aponta execução
O inquérito da Polícia Civil que apura a morte de Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, concluiu que houve execução e não legítima defesa de terceiro, como teria sido alegado inicialmente pelo suspeito do crime, o cabo PM João Manoel Pereira Gandra. “O laudo do local (...) mostra que a vítima levou o primeiro tiro por trás da cabeça, vindo a cair e, já no solo, recebeu mais quatro tiros, (um de raspão na testa) sendo executado (...)”, diz o documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), no dia 28 de maio, cuja conclusão do delegado Maurício Barros representa pela prisão temporária do policial, o que teria sido negado pela 1ª Vara Criminal. Natan foi morto na madrugada do dia 24 de maio em frente uma boate na avenida Pelinca, área nobre de Campos.
De acordo com o inquérito, os laudos cadavérico e do local do crime feitos pelo Instituto de Médico Legal (IML) mostram que o primeiro tiro foi dado por trás da cabeça (nuca). A vítima já estava no chão quando outros tiros: na boca, no malar direito, no lábio superior direito e um de raspão na testa — “numa curta distância e sem qualquer chance de defesa, percebendo-se claramente que a intenção era acabar com a vida da vítima”, diz a promotora Alessandra Hono-rato Neves Batista, da Promotoria de Investigação Penal (PIP), do MPE.
A promotora também representou pela prisão temporária de 30 dias alegando que “soam mentirosas e controversas as declarações das testemunhas, até por medo do indiciado (o cabo), o que gera a necessidade da segregação temporária deste para que as testemunhas ve-nham a falar a verdade, possibilitando o melhor esclarecimento dos fatos e a justa convicção deste Parquet”.
João Manoel Pereira Gandra é lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar de Macaé, e, segundo informações do comandante da corporação, coronel Alnyr Ribeiro, nenhuma modificação foi tomada em relação ao policial. O 32º BPM, também instaurou, no dia do crime, uma investigação administrativa para avaliar a conduta do policial, que segue trabalhando normalmente.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Todas as notícias
Delegado: testemunhas mentiram no caso Natham
Deu na Folha
“As versões apresentadas pelo autor e testemunhas em sede policial são mentirosas”. Esta é uma das frases que compõem a conclusão do delegado responsável pelo caso, Maurício Barros, com base no laudo pericial da morte do pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto em frente de uma boate na Pelinca, dia 24 de maio, vítima de disparos feitos pelo policial militar de Macaé João Manoel Pereira Gandra, que estava de folga e alegou legítima defesa e de terceiros. O laudo, entregue na segunda-feira à família de Natan, concluiu que a vítima foi atingida por quatro tiros na cabeça e um de raspão — o que coloca em xeque a alegação do cabo Gandra. Ontem, o comandante do 32º BPM de Macaé, Alnyr Ribeiro, informou que não houve modificação administrativa e o policial segue normalmente em serviço.
Na representação por prisão cautelar temporária feita pela Polícia Civil, no dia 28, — posteriormente negada pela 1ª Vara Criminal —, é relatado que, pelo laudo do exame cadavérico, a vítima levou o primeiro tiro “por trás da cabeça (nuca), vindo a cair no solo e recebeu mais quatro tiros (um de raspão na testa)... o perito descreve outros elementos, citando a posição dos filetes de sangue perpendicular a horizontal, pois os ferimentos de onde emanou o sangue foram feitos quando a vitima estava deitada, do contrário o sangue escorreria pelo queixo, peito, etc (...)”.
O comandante do 32º BPM informou que nenhuma modificação foi tomada em relação ao cabo Gandra e que não foi notificado sobre nenhuma decisão judicial nesse sentido.
O comandante da 6º Comando de Policiamento de Área (CPA), que coordena o batalhão de Macaé, Paulo Cezar Vieira, relatou que os novos rumos apresentados pelo laudo não baseiam o julgamento interno da PM.
— O processo administrativo que a PM abre nesses casos é independente da judicial. Há todo um cuidado para não invadir a parte criminal nesses processos, já que essa apuração cabe à polícia judiciária, que é a Polícia Civil. Caso contrário, existiriam dois julgamentos. O que vemos no processo administrativo é ver se o policial cometeu falhas técnicas, morais e éticas e tenho certeza que isso será abordado no processo administrativo — informou.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Guardem este nome
Agora me respondam:
1- O que o policial estava fazendo de madrugada armado numa boate?
2- Pode um policial a paisana permanecer armado nas madrugas, sem estar a serviço?
3- Afinal, o PM estava fazendo serviço de segurança da boate ou não?
4- Se esse policial tinha porte de armas, ela não limita o uso de armas de fogo? Ele pode usá-la em todo e em qualquer lugar? A qualquer hora? Mesmo em ambientes regados a álcool?
Justiça!
Colaborações serão sempre bem vindas.