quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Gandra está preso!

Embora eu tente admitir que o ser humano é bom em seu estado natural; que é um ser puro e inacabado, em eterno processo de aprimoramento, fico imaginando como pode certas pessoas estarem entre nós, feito células cancerosas num corpo saudável que, logo logo, deixará de sê-lo devido à multiplicação incontrolável dessas unidades celulares.
Vivemos numa sociedade dominada pelo medo, uma sociedade refém do banditismo e vivendo sob ameaças constantes. Somos coagidos por elementos que deveriam nos proteger. Verdadeiros bandidos!
Após assassinar de maneira covarde o estudante Natan, o valentão Gandra resolveu aprontar mais uma vez, executando outra vítima com características parecidas - um tiro na nuca e mais quatro no rosto - segundo informações do jornal folha da manhã do dia 14 de dezembro.
Depois da morte de Natan o policial militar foi afastado das ruas e estava trabalhando administrativamente na unidade policial onde era lotado, em Macaé e teve negada por três vezes a solicitação de prisão preventiva pelo juiz da 1º Vara Criminal, Leonardo Grandmansson.
Para aqueles que defendem a tese de legítima defesa no caso de Natan, fica a pergunta: e no caso de Romário? Segundo consta não houve qualquer tipo de ação por parte da vítima que justificasse a agressão. Bom, até agora não há nada que justifique o atentado. Vamos aguardar o desenrolar.
Acompanhe mais notícias no Campos24horas e na Folha online, aqui e aqui.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Assassino de Natan faz mais uma vítima.

Depois dos três pedidos do Ministério Público à Justiça pela prisão cautelar do policial militar, o cabo João Manoel Pereira Gandra, 34 anos, acusado de matar Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, em 24 de maio deste ano, em frente a uma boate na Avenida Pelinca, novamente é apontado por testemunhas por mais um homicídio. Acompanhe tudo aqui e aqui na Folha da Manhã online.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais um baleado na boate.

A mesma casa noturna onde, após desentendimentos no interior da mesma, deu origem ao assassinato de Natan foi palco de mais um episódio envolvendo tentativa de homicídio. Desta vez foi a vez de Tiago Viana, 27 anos, que foi atingido com um tiro no braço esquerdo após um desentendimento no banheiro da boate.
FONTES:

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tese de legítima defesa pode ser afastada

A articulista Priscila Tardin da Folha da Manhã fez algumas análises sobre a alegação de legítima defesa do cabo PM João Manoel Gandra. Leia tudo aqui.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Juiz nega prisão do PM mais uma vez

Pela terceira vez o juiz da 1ª Vara Criminal de Campos negou o pedido de prisão cautelar feito contra o PM João Gandra. Mas , apesar da negativa o juiz recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público, dando início ao processo criminal contra o policial.
O juiz admite o caráter hediondo do crime, mas interpretou que o acusado permaneceu no local do crime e assumuiu que teria atirado, por isso não acatou a solicitação de prisão cautelar.
Quanto às ameaças sofridas por Kapi - foram cinco até agora - , o juiz entende que não há provas de que elas tenham partido do policial, ou qualquer outra pessoa ligada a ele, justificando que um jornalista, devido a natureza do seu ofício se expõe continuamente com as matérias que publica, podendo desagradar, assim, um número indefinido de pessoas. Mas, segundo o diretor do jornal Folha da Manhã Aluysio Abreu, Kapi não é jornalista, mas somente um colaborador que escreve sobre arte e cultura na sua coluna no jornal. Somente quando começou a escrever sobre o crime, começou a receber ameaças.
Kapi, no entanto diz que nunca afirmou que as ameaças partiram do policial, repetindo sempre que as ligações foram anônimas e oriundas de número não identificado e disse ainda: "Não tenho inimigos. Nunca recebi ameaças antes de começar a escrever sobre a morte de Natan, que era meu amigo. Os temas dos meus artigos sempre foram a arte, o teatro e algumas questões de interesse social, com o trânsito na cidade. A única vez que me envolvi num assunto polêmico foi quando pedi justiça pela morte de Caquinho,mas já tem mais de dez anos."
Bom, o que o blog tem a dizer é que estamos torcendo para que tudo seja esclarecido e que a justiça seja feita da melhor forma possível. A família, os amigos e a sociedade campista merecem uma resposta à altura do crime cometido.
FONTE
Jornal Folha da Manhã. n. 259. 01/outubro/2010.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Abuso de poder

O blog recebeu, por e-mail, em 22 de junho, o texto abaixo, enviado por um primo de Natan, morador de Recife que, como todos nós - ou até mais ainda - se sente indignado com tanto abuso e violência policial.


Violência policial: a violência policial que se faz presente em nosso país vigora há muito tempo. Tornou-se realmente explícita durante o Regime do Estado Novo (1937-1945) e no Regime Militar (1964-1985), onde o alvo desta violência eram todos aqueles que não aceitavam a forma de poder ditatorial ou questionavam os atos de seus governantes. Não se pretende aqui justificar a Ditadura, a qual vai imediatamente contra os princípios universais de liberdade convencionados na Carta de 1948, mas deve-se fazer uma diferença entre a violência policial atuante num Regime ditatorial e aquela vigente num Regime democrático. No primeiro, o Estado atua com “mão-de-ferro” e o poder não emana do povo, pelo contrário, a ele é superior, ferindo todos os preceitos de um ideal democrático e sujeitando a massa de cidadãos à vontade de um governante dominado pela idéia de conduzir sozinho o destino de uma nação conforme suas convicções particulares. Nada mais “natural” que a polícia espelhe na prática o real cumprimento deste “poder”, estando a ele subordinado e por ele seja atuante, sendo mais particularmente evidente no Regime militar. Ocorre uma “pressão psicológica” sobre o indivíduo detentor do poder de polícia e que cumpre os mandos e desmandos de seus superiores em garantia de sua própria integridade. Trata-se, mais ou menos, de um estado de necessidade, porém, sob violência injustificada, visto que nenhuma forma de violência é justificável, a não ser para a proteção da vida e da integridade humana. Some-se a isso o fato de que a polícia brasileira sempre foi indisciplinada e uma das características principais é o despreparo do corpo policial.
No regime democrático, a aparente “justificativa” para a prática de atos de violência policial em prol da própria integridade não existe. O poder emana do povo (ou pelo menos espera-se que emane), a quem cabe escolher seus representantes e em nome de quem este poder será exercido. À polícia não existe mais o sentimento “intrínseco” de cumprir ordens que criem atos violentos pelo simples fato de se estar subordinado a um poder superior, inexistindo também o receio de punição pela violência “não cumprida”. Existe tão somente o “dever legal” de manter a ordem e a disciplina no meio social, sendo a violência argüida apenas em casos extremos de hostilidade, e não pelo fato do cidadão usufruir de seu direito de liberdade de ir e vir, de expressão etc.
Um ponto essencial que deve ser evidenciado quanto à violência é o fato de que a maioria de suas vítimas são geralmente os membros das camadas mais pobres e menos abastadas da população. Estes segmentos da sociedade são considerados classes perigosas por acreditar-se serem um ameaça às classes mais abastadas, ocorrendo um processo de “seleção” onde todo criminoso deve ter características como pobreza, desnutrição, inteligência limitada, preferivelmente negro ou mulato etc. Tal visão distorcida que impera no meio social, somada à indisciplina de uma polícia que sempre bateu, espancou e torturou, que repele a violência com mais violência, e que forma Esquadrões da Morte e grupos de extermínio, demonstra a total ignorância dos princípios básicos dos direitos humanos, cujas garantais fundamentais foram incluídas na Carta Magna que completa dez anos. Entretanto, é necessário mais que a promulgação dos princípios constitucionais, mas vontade política do governo brasileiro para fazer vigir as normas constitucionais.
Tanta violência policial que vem à tona revela um dado importante: antigos e pavorosos defeitos da polícia ainda existem, vencidos os anos de ditadura militar. Existe extorsão, tortura, assassinato, seqüestro, omissão, mentira, insubordinação e até envolvimento com tráfico de drogas. É necessário, antes de tudo, civilizá-la, reeducando os policiais envolvidos em atos de violência e reformulando o treinamento dos policiais, da fiscalização de suas ações e no julgamento destes.

UM EXEMPLO “ ESSE CIDADÃO” CHAMADO GANDRA!

domingo, 22 de agosto de 2010

Fatos novos sobre o caso Natan

Após várias semanas sem novidade eis que surgem fatos novos, como divulgado na Folha da Manhã Online de domingo, 22.

"Novo comando afasta das ruas PM suspeito

Quase três meses depois da morte de Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o novo comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar de Macaé, tenente-coronel Cid Rodrigues Tavares prometeu para a próxima semana novidades no procedimento administrativo que investiga a responsabilidade do policial militar pela morte do pernambucano. Ainda segundo o comandante, o cabo João Manoel Pereira Gandra está servindo à corporação em trabalhos internos, até que a sua conduta seja julgada pela PM." Continua...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

RETROSPECTIVA


Enquanto não aparecem novidades sobre o caso vamos fazer uma retrospectiva para que o mesmo não caia no esquecimento e para atualizar os leitores que ainda não sabem maiores detalhes sobre o ocorrido.

23-24/05/2010 => Na madrugada de 23 para 24 Natanael Odilon, 29 anos, mais conhecido como Natan teve um desentendimento no interior de uma casa noturna nas imediações da Pelinca por causa de uma mulher. Ao perceber que cometera um engano - a moça estava acompanhada - ele se dirigiu ao casal para se desculpar, no que foi rechaçado com um tapa e ameaçado pelo acompanhante da moça.
Inconformado, o Pernambucano foi até a sua casa que ficava nas proximidades e se muniu de uma faca e retornou à boate para tirar satisfações, sendo impedido de entrar pela segurança do estabelecimento. Eis que estava no local um Cabo PM de nome João Gandra, lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar (Macaé) que resolveu dar fim ao conflito à sua maneira, atirando na cabeça do rapaz.
24/05 => Algumas notícias sobre o caso acentuam que Natan era lutador, não sabemos exatamente qual era a intenção porque o fato de ser lutador ou praticar qualquer esporte nada tem a ver com o caso em questão, a menos que o objetivo fosse mostrar uma imagem de brigão e encrenqueiro, o que estava muito longe de ser verdade. Ele participou apenas de um evento em São João da Barra.
26/05 => No seu perfil do Orkut surgem várias manifestações de apoio e solidariedade.
28/05 => Inquérito policial encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) concluiu que houve EXECUÇÃO e não legítima defesa, como alegado.
O delegado encarregado do caso Maurício Barros solicita a prisão temporária do Cabo PM, o que foi negado pela 1ª Vara Criminal.
A promotora responsável também representa prisão temporária para o acusado.Negada!
14/06 => Sai o tão esperado laudo que confirma que o rapaz foi atingido com cinco tiros, um deles na nuca, ou seja, legítima defesa é o cacete, desde quando atirar na nuca é legítima defesa?
15/06 => É criado o blog casonatan para divulgar os acontecimentos sobre o assunto.
16/06 => Conclusão do delegado Maurício Barros: "As versões apresentadas pelo autor e testemunhas são mentirosas."
07/07 => O diretor teatral e escritor Antônio Roberto (Kapi) recebe ameaça de morte devido às suas manifestações, em formas de artigo, sobre o caso e representou denúncia no MPE.
09/07 => Amigos de Kapi mostram solidariedade através de mensagens publicadas no jornal Folha da Manhã.
10/07 => A delegada adjunta da 134ª DP Ana Paula Oliveira determina diligências para apurar a ameaça contra Kapi.
Enquanto isso o acusado segue a sua vidinha, trabalhando e sabe-se lá fazendo mais o quê, como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Policial. Heroi ou vilão?

Frequentemente somos brindados com atos de heroismo praticados por policiais que atuam com presteza e sabedoria diante de situações de difícil decisão. São prifissionais que honram a categoria a qual pertencem e nos faz sentir orgulho da instituição. Mas, por outro lado, somos também surpreendidos por atitudes covardes e mesquinhas por parte de agentes completamente desequilibrados e corruptos. Vamos nos ater apenas aos casos mais recentes e de maior repercussão nacional para exemplificar.
Fico a imaginar como um pai conseguirá conviver daqui para a frente com a culpa pela morte do filho, atingido na cabeça porque ele não parou quando da solicitação do policial. O pai alega que não viu a sinalização feita pelo policial, no entanto, mesmo que ele esteja mentindo - no que eu não acredito - por que o policial atirou? "Legítima defesa e de terceiros?" Total desequilíbrio!
E os policiais que abordaram os atropeladores do filho da atriz global num tunel interditado para o tráfego? O que dizer de pessoas desse quilate? Corruptos! Safados! Mesquinhos!
Afinal, o que está acontecendo? Como devemos proceder quando somos abordados por policiais? Como podemos distinguir um policial de bom caráter de um bandido de fardas?
Bons e maus elementos estão presentes em todas as categorias profissionais, contudo, quando se trata de segurança pública não podemos ter dúvidas: ou confiamos ou não. O que ocorre atualmente é que vivemos num mato sem cachorro. A instituição policial está caindo no descrédito da população de forma vertigiosa, a ponto de muitos se sentirem mais seguros morando próximos a traficantes. "Aqui ninguém mexe em nada." é o que dizem. Ou então "Quando some alguma coisa falo com o chefe da boca e logo se dá um jeito."
Mas continuo acreditando que há uma saída: EDUCAÇÃO. Não esta que temos aí, onde se finge que educa; onde se busca apenas um diploma como se um pedaço de papel fosse o suficiente para fazer de alguém uma pessoa digna e educada. Não. Estou falando de ensinar os verdadeiros valores; ensinar a criança e ao adolescente a pensarem por si só e não absorverem passivamente tudo que lhes é oferecido como bom e verdadeiro. Nossos jovens precisam ter visão crítica do mundo que os cerca e não ficar aceitando os falsos valores éticos e morais que lhe são impostos a todo momento.
A criança e o adolescente precisam de um ensino onde aprendam a aprender; onde eles possam desenvolver suas habilidades cognitivas e afetivas para que futuramente sejam policiais que nos faça respeitá-los e não temê-los; admirá-los e não odiá-los.
Quanto a ser heroi ou vilão, acho que levará muito tempo ainda para decidirmos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

HEIN, PAI, MATARAM NATAN!

Foi assim que recebi a notícia da sua morte quando meu filho chegou a casa para o almoço.
Tive a oportunidade de conviver com Natan durante a curta permanência dele neste mundo, mas foi o suficiente para conhecer o pernambucano contador de histórias, conversador e irreverente que veio para esta cidade em busca dos seus sonhos: tornar-se advogado e dar melhores condições de vida para a sua família. Mas um tiro (só um?) acabou com todos os seus sonhos; um tiro de “legítima defesa” dado na cabeça; um tiro que não só atingiu o jovem nordestino, mas também a sociedade naquilo que ela talvez mais preze: a segurança.
Não questiono as intenções da vítima quando retornou ao local do ocorrido portando uma faca, porque nada que ele tenha feito dentro ou fora daquele estabelecimento justifica tamanha brutalidade, principalmente vindo de alguém supostamente treinado para lidar com situações adversas e com a segurança pública.
Só nos resta agora esperar e torcer para que a justiça que “tarda, mas não falha” seja feita e que todos os fatos sejam apurados devidamente para que a sociedade e, principalmente os familiares do estudante, tenha uma resposta definitiva para o caso.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Esse poço tem fundo?

Enquanto esperava pelo atendimento no consultório do meu dentista resolvi folhear umas daquelas revistas que ficam na sala de espera, e eis que haviam algumas que não eram "Caras". Milagre!
Bem, acabei me deparando com um exemplar de 6 de maio de 2009 da revista Veja que continha um artigo da fabulosa Lya Luft entitulado "Esse poço tem fundo?" - do qual desavergonhadamente me apoderei - onde a autora discorre sobre a indiferença das pessoas diante de fatos que deveriam nos deixar se não revoltados, pelo menos preocupados. Segundo ela, "a maioria, talvez para suportar os desencantos, dá de ombros, dizendo que é isso mesmo, as coisas são assim, no Brasil é assim, no mundo inteiro é assim..."
Não é de estranhar que a leitura do texto me remeteu imediatamente ao caso de Natan e outros tantos que acontecem todos os dias. Somente chama a atenção e causa comoção os casos envolvendo celebridades, que são explorados à exautão pela midia sensacionalista (preciso lembrar do caso do goleiro Bruno ou da menina Isabela Nardoni?)
Parece - pelo menos essa é a minha impressão - que as autoridades só se mexem diante das câmeras e dos holofotes: prendem, vasculham tudo, interrogam. Enfim, fazem o que deveriam fazer em qualquer caso. Mas nem todos dão "ibope", né?
Uma sociedade torna-se muito frágil quando os seus intergrantes - ou seja, NÓS - reagem com "um dar de ombros" diante de casos como os de Natan - e quantos Natans não devem existir por aí? As pessoas comentam como se fosse corriqueiro sair matando a torto e a direito, roubando, enganando etc.
Quem ainda acredita na justiça, nos políticos, na polícia? "Quem ainda tem fé nas instituições?" Essa incredulidade contagia e faz com que as coisas piorem cada vez mais. Quando fingimos não saber, quando não ligamos para o que acontece à nossa volta estamos colaborando para o desenvolvimento de uma sociedade mais injusta, mais violenta, mais hipócrita. Estamos colaborando para a impunidade.

sábado, 10 de julho de 2010

Polícia apura ameaças contra Kapi

Fico feliz em ver o número de seguidores do blog aumentando a cada dia. Isso significa que as pessoas tem interesse no caso, não por pura curiosidade, mas sim para acompanhar o desenrolar dos fatos e saber que a justiça será feita.
Vamos unir nossas forças! Não se calem!
Não vamos permitir que esse caso caia no esquecimento, com certeza a justiça não tardará a se manifestar.

Acompanhe abaixo mais uma notícia publicada hoje na Folha da manhã online.

Kapi: Polícia faz diligências para apurar ameaças

A delegada adjunta da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Ana Paula Oliveira determinou que diligências fossem iniciadas para apurar a denúncia de ameaça de morte, sofrida pelo diretor teatral, poeta e articulista da Folha da Manhã Antônio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi. A denúncia foi formalizada na manhã de quinta-feira, um dia depois em que Kapi recebeu uma ligação anônima. O fato foi apresentado na ocasião, ao Ministério Público Estadual. As informações solicitadas pela delegada estão em sigilo, para não atrapalhar as investigações, de acordo com os inspetores que atuam no caso.
O órgão judicial e a Polícia Civil, com base no depoimento do diretor Teatral levantam hipótese do crime ter sido em razão da vítima estar à frente de um manifesto para que a execução do ex-estudante de direito Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, não caia no esquecimento.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amigos apoiam Kapi e mostram solidariedade

Todos admiramos quem tem coragem, mas nem todos a possui, ou não possui o suficiente para se expor e clamar por justiça. E é isto que estamos fazendo, em especial Kapi, que foi amigo de Natan e, inconformado com a covardia que resultou na morte do amigo, usa o que tem ao seu alcance - as palavras - para que o caso não caia no esquecimento. E o resultado vem em forma de ameaça, o único meio que restou para quem não tem argumentos e sim a truculência, o uso da violência como única forma de resolver seus impasses.
Abaixo as demonstrações de apoio a Kapi publicadas hoje na Folha da manhã on line.


Depois de Kapi denunciar no Ministério Público Estadual, ter sofrido ameaça de morte, amigos, artistas e ícones da área cultural de Campos, falaram sobre o assunto, considerando absurdo que a simples cobrança por justiça para um caso de execução possa resultar numa tentativa de coação. A manifestação mostra o grau de reconhecimento e respeito que Kapi conquistou na sociedade campista.
“Acho absurdo que nosso amigo Kapi tenha recebido ameaças de morte. Está em seu direito de cidadão em pedir justiça para um crime bárbaro acontecido com o rapaz”. Orávio de Campos SoaresSecretário de Cultura
“De uns tempo pra cá virou política da polícia matar antes e perguntar depois. Kapi me ligou logo após a ameaça. Está buscando justiça para Natan, morto de forma bárbara”. Adriana MedeirosAtriz, professora e poeta
“Vi no jornal hoje e fiquei surpreso com isso. É um absurdo ser coagido por que está denunciando. Quando uma pessoa levanta voz pedindo justiça, recebe ameaças de morte”. Fernando RossiPromotor cultural do Sesi
“Lamentamos muito porque as ameaças foram contra Kapi, uma pessoa voltada para as artes e a cultura, além de ser ético e que por isso busca justiça para seu amigo”. Vilmar Rangel, relações públicas e acadêmico da ACL
“Se Kapi está recendo ameaça deve ser pelos acusados da morte do Natan. Cabe agora a Polícia investigar e dar proteção a Kapi. Só quem tem culpa no cartório, ameaça”.Lúcia TalabiAtriz e educadora
“Tudo terrível (a morte do Natan e ameaça de morte). Se vermos bem o índice de jovens mortos em Campos, é assustador. E ainda quando se pede justiça é ameaçado de morte”. Rafael SanchesEducador e artista
“Acho que as pessoas que fazem denúncias têm que ter segurança. Há vários crimes que as pessoas não denunciam por medo. Kapi tem força e, com certeza, vai continuar”. Sidney NavarroAtor
“Kapi fez certo em denunciar. Esperamos da polícia a proteção nessa situação de ameaça. A atitude de Kapi foi louvável para que o caso realmente não seja esquecido”. Luiz Celso AlvesPresidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB
“Acho absurdo que um escritor, poeta, artista, seja ameaçado por cobrar justiça. O MP, polícia e judiciário devem descobrir o responsável pela ameaça e apurar e julgar o caso Natan”.Aluysio Abreu Barbosa, Diretor de redação da Folha
“Qualquer elemento não tem o direito de afrontar a lei. O que Kapi está fazendo deveria ser obrigação de todo homem e mulher de bem, quando se depara com injustiça.” Martinho SantaféJornalista
“Este é mais um caso de impunidade, em que o cidadão comum está refém tanto do bandido quanto da polícia. Kapi quer apenas que este caso não caia no esquecimento.” Adriano MouraProfessor
“A tarefa dele é pedir justiça e com isso, está recendo ameaças. O que tenho a fazer é cumprimentar Kapi pela coragem de se posicionar em mundo tão caótico e tão doente”.Arlete SendraProfessora da Uenf

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Kapi recebe ameaça de morte

O fato de não calarmos está incomodando. Quem estará por trás das ameaças?

O diretor de teatro, poeta e articulista da Folha da Manhã, Antonio Roberto de Gois Cavalcanti, o Kapi, denunciou hoje à tarde, no Ministério Público Estadual (MPE), em Campos, ter sido ameaçado de morte — hoje ele vai à 134ª Delegacia Legal registrar o fato. A ameaça, segundo ele, aconteceu por volta de 1h30, por telefone. Do outro lado da linha, uma voz firme e forte ameaçou: “Você vai morrer seu f.. d... p... Você fala demais”. Kapi afirma que, por não ter inimigos, acredita que a ameaça só pode estar associada ao fato de ele ser um dos amigos do jovem pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto na madrugada do último dia 24 de maio em frente a uma boate na avenida Pelinca. Desde então, ele e alguns amigos do rapaz se mobilizam pedindo justiça. Natan foi morto pelo PM lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Macaé, cabo João Manoel Pereira Gandra.Desde a morte do amigo Natan, Kapi escreveu pelo menos seis artigos sobre o fato no seu espaço semanal publicado pela Folha, sempre às segundas-feiras. “Não se trata de cobrança. O que a gente quer é que o caso não caia no esquecimento, apesar do empenho do Ministério Público”, afirmou. Ele lembra que, mesmo diante das evidências apontadas no inquérito concluído pelo delegado Maurício Barros, com base na necropsia do Instituto Médico Legal (IML) que aponta execução, foram negados pela 1ª Vara Criminal de Campos, dois pedidos de prisão contra o autor dos cinco disparos que ceifaram a vida do rapaz: um feito pelo próprio delegado e outro pelo MPE.Leia a matéria completa na edição de amanhã.

Fonte: Folha online de 07/07/2010.

domingo, 4 de julho de 2010

Sem novidades

Estamos aguardando o desenrolar dos fatos na esperança de que tudo seja esclarecido o mais breve e da melhor forma possível. A família de Natan merece.

Não sabemos ainda se a solicitação de prisão temporária do PM defensor-dos-pobres-e-oprimidos-que-atira-na-cabeça-por-legítima-defesa-e-de-terceiros, feita pela promotora do caso, foi aceita. Esperamos que desta vez o meritíssimo juiz aceite a solicitação, para o bem das sociedades campista e macaense.
Um abraço e até breve.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Salve, Bezerra da Silva

"você com o revólver na mão é um bicho feroz,
sem ele anda rebolando e até muda de voz"

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não se cale

“As desgraças, repetindo-se, deixam de impressionar-nos, mudam-se em fatos normais.”
(Graciliano Ramos)

Quando nos calamos estamos permitindo que o inimigo cresça, tome corpo e avance sobre todos os espaços a sua volta, nos sufocando, tirando toda nossa energia e a nossa liberdade e, como bem disse o filósofo francês Rousseau “Renunciar à liberdade é renunciar à qualidade do homem, aos direitos da humanidade, e até aos próprios deveres.”
Se você sabe de alguma coisa sobre o ocorrido naquela madrugada fatídica, fale. É compreensível que aqueles que presenciaram a cena tenham receio, mas nem sempre é preciso se identificar. Você pode fazê-lo aqui no blog como “Anônimo” ou, melhor ainda, no site do Ministério Público ou ligando 127. Você pode optar, também, em fazer a sua denúncia anônima na Polícia Civil do Rio ou através do Disque Denúncia (telefone 2253-1177). Às vezes um detalhe mínimo que, em princípio, parece banal, pode ser importante para elucidar o caso.

Não se cale, FALE!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ, É MEDO"

Texto publicado na Folha da Manhã de 21 de junho de 2010 na coluna KAPITE, com comentários do colunista Antônio Roberto Kapi.

"Vivemos num mundo onde os valores se inverteram. Se precisamos de socorro para nos sentir seguros não recorremos mais aos nossos heróis que, na minha infância, eu os via com tanto respeito e admiração.
Não podemos aceitar que profissionais supostamente preparados para nos proteger usem do seu poder para tirar a vida de nossos jovens.
Frequentemente acontecem casos de confronto com a polícia onde a preservação da vida deixa de ser importante porque ficou mais fácil eliminar pessoas do que evitar ou tentar resolver o problema.
Conhecemos casos como o de Eloá (lembram?) onde a vida do agressor foi preservada até o fim, mesmo quando ele apontava uma arma de fogo para a vítima; e outros até mais recentes quando um PM abortou um assalto atirando nas pernas dos assaltantes, neutralizando-os.
Como educar nossos filhos para viver numa época em que se prega a “cultura da paz” mas, paradoxalmente, vive-se a tirar a vida alheia pelos motivos mais banais? Que modelo devemos seguir?
Para a minha família foi motivo de grande satisfação receber aquele pernambucano como mais um integrante da banda Erro de Sistema da qual meu filho era um dos componentes. O término dos ensaios era o momento do lanche e das histórias; de ouvir aqueles jovens falar dos seus sonhos e experiências; de participar das conversas e brincadeiras. Aprendemos muito com Natan: sobre a vida do povo nordestino; povo sofrido, humilde, honesto, respeitador e, acima de tudo, trabalhador. Foi com essas características que o jovem Natan tentou realizar o seu sonho de vencer e levar orgulho e uma melhor qualidade de vida para a sua família.
A banda se desfez, mas a amizade continuou. Agora vivemos das boas recordações dos momentos que passamos juntos e na esperança de que a vida de Natan não seja somente uma lembrança que o tempo vai apagar."

Há alguns dias, recebi este e-mail de uma amiga, mãe de um dos integrantes da banda na qual Natan tocou, se indignando com o seu assassinato. Assim como ela, muitos têm manifestado solidariedade conosco, que estamos empenhados em n~so deixar que o seu caso caia no esquecimento. Sabemos que o Ministério Público também tem se empenhado no exercício do seu mister, mas a opinião pública precisa voltar a se indignar com as atrocidades r injustiças cometidas seja em nome do que for. Afinal, se a vida foi banalizada, os cúmplices somos nós, que por comodismo deixamos que o mundo voltasse a um estágio priomitivo, o da barbárie.
A nossa luta para que o Caso Natan não caia no esquecimento tem gerado frutos. Inúmeros depoimentos ocupam seu orkut, ,anifestando a dor da perda e corroborando o quão Natan era importante na vida de muitas pessoas. Um blog foi criado - o www.casonatan.blogspot.com - para que através dele as pessoas clamem por justiça e se solidarizem na dor gerada pelo seu assissinato. Gostaria que nada disso fosse preciso, que ele estivesse vivo, mas...Sei que não vamos trazê-lo de volta, mas com esta união podemos sensibilizar a quem de direito para que atrocidades como a que lhe tirou a vida não mais ocorram.
Não sei ainda quem criou o blog, mas concluo que a nossa persistência e a atitude da imprensa, através da Folha da Manhã e demais veículos, de não deixar o caso cair no esquecimento, são fundamentais para que se faça justiça. Não pautada na vingança, mas na prevenção, pois enquanto não se punir, conforme preconiza a lei, todos que cometem crimes contra a sociedade, estaremos vivendo num estado de barbárie, em que o que vale é a lei do mais forte, ou melhor, do mais armado. Que seja bem vindo o blog, pois quando a sociedade se indigna contra as injustiças é sinal que ainda não perdemos nossos resquícios de humanidade.
Temos conversado com pessoas que estiveram na "Peppers" sobre o que acorreu naquela madrugada fatídica e motivou a atitude de Natan ir à casa apanhar uma faca para um acerto de contas. Como é de conhecimento de todos, Natan havia bebido, e mexeu com uma mulher, sim, que não sabia estar acompanhada. Ao tomar conhecimento, se dignou a pedir desculpas pela sua atitude, fato que desencadeou a confusão na boate, já que o cara que acompanhava a mulher, além de não aceitar as desculpas o ameaçou: "Você já é um homem morto!" foram as palavras proferidas antes do tapa. Não é preciso ser nordestino para se indignar com uma atitude dessas. Natan pediu desculpas! E por isso morreu. (grifo do blog)
Muitas pessoas viram o que aconteceu lá dentro, mas ninguém quer se comprometer. Têm lá suas razões. Mas qualquer dado que ajude a justiça a elucidar o caso é de suma importância que venha à tona, já que as câmeras estavam com defeito e ninguém pode comprovar que a boate foi evacuada por uma saída de emergência imediatamente após o crime, por exemplo. Com o blog podemos deslanchar uma campanha que, esperamos, não permita que nenhuma outra mãe venha a passar pelo que a mãe de Natan está passando. Por fim, faço nossas as palavras do poeta de dramaturgo Bertold Brecht em "No caminha, com Maiakóvski", e as dedico a todos aqueles que preferem se calar diante do corpo estendido na chão: "Nos dias que correm a ninguém é dado repousar a cabeça alheia ao terror."


sábado, 19 de junho de 2010

Perfil do orkut

Está no seu perfil do orkut.
Agora me digam: quem escreve uma coisa dessa pode ser uma pessoa violenta como alguns tentaram mostrar?


"Somos todos passageiros, passageiros de um trem qualquer, e vamos num daqueles comboios, e nosso subconsciente traça uma visão idílica.
Pensamos sempre no destino final, aguardamos ansiosos a nossa estação. Imaginamos , que nas estações da vida ao desembarcarmos haverá, bandas a tocar e bandeiras a acenar. E achamos que quando chegarmos a estação idealizada, todos os nossos sonhos irão se concretizar.
Assim passamos nossa vida a planejar:
“Quando eu tiver dezoito anos….”
“Quando eu comprar um carro novo…”
“Quando colocar meu último filho na Universidade..”
“Quando eu for promovido…”
“Quando me aposentar , vou viver feliz para sempre!”
Mais cedo o mais tarde , percebemos , que não há estação, não há lugar a chegar. A VERDADEIRA ALEGRIA DA VIDA É A VIAGEM. A estação é apenas um sonho, que fica cada vez mais longe.
Por isso devemos parar de contar os quilómetros. Em vez disso, vamos apreciar a viagem, curtir mais, o que vemos todos os dias, flores, paisagens, crianças, nadar no rio, tomar sorvete, olhar o pôr do sol, rir mais e chorar menos. Porque uma coisa é certa, a última estação, esta chegará.!!!"

Malubarni


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

Charles Chaplin

Alguns recados deixados no orkut do Natan

Justiça tem que ser feita....
29 mai

Estou muito chocado com tudo isso, mas Deus têm um lugar especial para vc!
Gostava muito de conversa com vc msn, tenho saudades dos nossos papos e do mercadinho em Boca da Mata.
Que a sombra do Onipotênte te Guarde!
27 mai

Grande irmão, foi horrível saber que nunca mais vou te ver aqui...
desejo que DEUS possa te acolher da forma que acolheu tanta gente. Nunca
irei esquecer das nossas aventuras na serra de BOCA DA MATA, das nossas
farras nos shows da vida nem do nosso companheirismo de irmão. Setirei
saudade... Vai na paz ... que o céu esteja te esperando com sorriso,
pois, era isso que você trazia para as pessoas. Um dia a gente vai se
encontrar irmão...Um beijo no seu coração.
Seu irmão JONATHAS.
27 mai

N sei nem o q dizer...vc jah faz mta falta...Eh ruim que tenha sido assim, mas um dia nos encontraremos lá em cima, eu tenho certeza!!Meus eternos sentimentos!!Vc vai ser sempre especial na vida d todos nós!!!Saudade meu amigão!!Matadorzão!!!
um grande beijo Marina e Ronaldo.
26 mai

Vai em Paz meu amigo...vc vai fazer muita falta..!!!Fabtastico mundo de Bob.......Boooooooooob..!
26 mai

§:
Vá em Paz!
Faça uma festa no ceu,
leve tua alegria,
jamais vou esquecer o teu abraço forte.
26 mai

POrra doido.... To bolado... triste pra caraiooooo, vc era uns dos caras mais gente boa e divertida q ja conheci. Pernambucano arretado... como disse o parceiro ai em baixo ... srrsrs passavamos mal lembra ???? AGRESSSIIVOOOOOOO!"!!!!!!! srrsrsrsrrsrsrs

poxa lek.... q merda ... saudades ... te quero o bem .. fica na pazzz
PAZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,saudades,.........
26 mai

Fique em Paz meu amigo....

"agressiiiiivo"!!!!

piroca do sacii!!

26 mai

O céu está "um luxo", tal como o brilho da alegria que carrega. Deus te acompanhe.
26 mai

Piroca do saci, cara nada vai ser mairo que a saudade que vc deixa entre nois, descance em paz amigo!

O BOLG NA FOLHA ON LINE

O blog ganha espaço na rede. Veje a matéria original na folha on line.


Caso Natan gera reações na rede

A morte do pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto em frente de uma boate na Pelinca, dia 24 de maio, vítima de disparos feitos pelo policial militar de Macaé, João Manoel Pereira Gandra, que estava de folga e alegou legítima defesa e de terceiros causou reação na população, que deu início a uma campanha por justiça através de um blog criado recentemente.

Através da Folha Online, o leitor Cesar Cerqueira, pede apoio para o movimento. Acessado através do endereço www.casonatan.blogspot.com, a página intitulada “CASO NATAN”, pede que o caso não seja esquecido reproduzindo material publicado no jornal Folha da Manhã. Em sua apresentação, o texto: “Ajude-nos a não deixar esse caso cair no esquecimento. Vamos unir forças para que a justiça seja feita. Como já vínhamos dizendo desde o início, foi EXECUÇÃO, ASSASSINATO, COVARDIA”.

Recentemente o inquérito da Polícia Civil que apura a morte de Natanael, concluiu que houve execução e não legítima defesa de terceiro, como teria sido alegado inicialmente pelo suspeito do crime, o cabo PM João Manoel Pereira Gandra.

“O laudo do local (...) mostra que a vítima levou o primeiro tiro por trás da cabeça, vindo a cair e, já no solo, recebeu mais quatro tiros, (um de raspão na testa) sendo executado (...)”, diz o documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), no dia 28 de maio, cuja conclusão do delegado Maurício Barros representa pela prisão temporária do policial, o que teria sido negado pela 1ª Vara Criminal.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Natan: inquérito aponta execução

Saiu hoje na Folha.

Ajude-nos a não deixar esse caso cair no esquecimento. Vamos unir forças para que a justiça seja feita. Como já vínhamos dizendo desde o início, foi EXECUÇÃO, ASSASSINATO, COVARDIA.

O inquérito da Polícia Civil que apura a morte de Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, concluiu que houve execução e não legítima defesa de terceiro, como teria sido alegado inicialmente pelo suspeito do crime, o cabo PM João Manoel Pereira Gandra. “O laudo do local (...) mostra que a vítima levou o primeiro tiro por trás da cabeça, vindo a cair e, já no solo, recebeu mais quatro tiros, (um de raspão na testa) sendo executado (...)”, diz o documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), no dia 28 de maio, cuja conclusão do delegado Maurício Barros representa pela prisão temporária do policial, o que teria sido negado pela 1ª Vara Criminal. Natan foi morto na madrugada do dia 24 de maio em frente uma boate na avenida Pelinca, área nobre de Campos.
De acordo com o inquérito, os laudos cadavérico e do local do crime feitos pelo Instituto de Médico Legal (IML) mostram que o primeiro tiro foi dado por trás da cabeça (nuca). A vítima já estava no chão quando outros tiros: na boca, no malar direito, no lábio superior direito e um de raspão na testa — “numa curta distância e sem qualquer chance de defesa, percebendo-se claramente que a intenção era acabar com a vida da vítima”, diz a promotora Alessandra Hono-rato Neves Batista, da Promotoria de Investigação Penal (PIP), do MPE.
A promotora também representou pela prisão temporária de 30 dias alegando que “soam mentirosas e controversas as declarações das testemunhas, até por medo do indiciado (o cabo), o que gera a necessidade da segregação temporária deste para que as testemunhas ve-nham a falar a verdade, possibilitando o melhor esclarecimento dos fatos e a justa convicção deste Parquet”.
João Manoel Pereira Gandra é lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar de Macaé, e, segundo informações do comandante da corporação, coronel Alnyr Ribeiro, nenhuma modificação foi tomada em relação ao policial. O 32º BPM, também instaurou, no dia do crime, uma investigação administrativa para avaliar a conduta do policial, que segue trabalhando normalmente.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Todas as notícias

Veja tudo o que foi noticiado sobre o caso até hoje aqui e aqui.

Contribuam com denúncias ou quaisquer informações que possam ajudar a fazer a justiça prevalecer.

Delegado: testemunhas mentiram no caso Natham

Deu na Folha

“As versões apresentadas pelo autor e testemunhas em sede policial são mentirosas”. Esta é uma das frases que compõem a conclusão do delegado responsável pelo caso, Maurício Barros, com base no laudo pericial da morte do pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto em frente de uma boate na Pelinca, dia 24 de maio, vítima de disparos feitos pelo policial militar de Macaé João Manoel Pereira Gandra, que estava de folga e alegou legítima defesa e de terceiros. O laudo, entregue na segunda-feira à família de Natan, concluiu que a vítima foi atingida por quatro tiros na cabeça e um de raspão — o que coloca em xeque a alegação do cabo Gandra. Ontem, o comandante do 32º BPM de Macaé, Alnyr Ribeiro, informou que não houve modificação administrativa e o policial segue normalmente em serviço.

Na representação por prisão cautelar temporária feita pela Polícia Civil, no dia 28, — posteriormente negada pela 1ª Vara Criminal —, é relatado que, pelo laudo do exame cadavérico, a vítima levou o primeiro tiro “por trás da cabeça (nuca), vindo a cair no solo e recebeu mais quatro tiros (um de raspão na testa)... o perito descreve outros elementos, citando a posição dos filetes de sangue perpendicular a horizontal, pois os ferimentos de onde emanou o sangue foram feitos quando a vitima estava deitada, do contrário o sangue escorreria pelo queixo, peito, etc (...)”.
O comandante do 32º BPM informou que nenhuma modificação foi tomada em relação ao cabo Gandra e que não foi notificado sobre nenhuma decisão judicial nesse sentido.

O comandante da 6º Comando de Policiamento de Área (CPA), que coordena o batalhão de Macaé, Paulo Cezar Vieira, relatou que os novos rumos apresentados pelo laudo não baseiam o julgamento interno da PM.

— O processo administrativo que a PM abre nesses casos é independente da judicial. Há todo um cuidado para não invadir a parte criminal nesses processos, já que essa apuração cabe à polícia judiciária, que é a Polícia Civil. Caso contrário, existiriam dois julgamentos. O que vemos no processo administrativo é ver se o policial cometeu falhas técnicas, morais e éticas e tenho certeza que isso será abordado no processo administrativo — informou.

16/06/2010 - 9h37

terça-feira, 15 de junho de 2010

Guardem este nome

João Gandra, cabo da Polícia Militar, lotado no o 32ª Batalhão de Polícia Militar (32° BPM/Macaé).
Agora me respondam:
1- O que o policial estava fazendo de madrugada armado numa boate?
2- Pode um policial a paisana permanecer armado nas madrugas, sem estar a serviço?
3- Afinal, o PM estava fazendo serviço de segurança da boate ou não?
4- Se esse policial tinha porte de armas, ela não limita o uso de armas de fogo? Ele pode usá-la em todo e em qualquer lugar? A qualquer hora? Mesmo em ambientes regados a álcool?
Parece que o caso está tomando o rumo desejado por todos. Vamos aguardar e acompanhar. Veja aqui.

Justiça!

Postarei aqui tudo o que estiver ao meu alcance sobre o caso Natan. Não podemos nos calar.
Colaborações serão sempre bem vindas.