Foi realizada ontem a audiência de instrução e julgamento do cabo Gandra, acompanhada de manifestação dos familiares do servente Romário Rangel Pessanha, a segunda vítima do PM, porém, devido à falta de testemunhas de acusação, uma nova data para a audiência será divulgada. Veja mais detalhes aqui.
CASO NATAN
quarta-feira, 23 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Morte de taxista complica a situação de cabo PM que atirou
Não sou especialista em segurança pública, portanto, não vou tentar aqui emitir opiniões "especializadas" sobre o tema. No entanto, como cidadão, e olhando a situação como tal, fico sem entender o que estará acontecendo com a nossa sociedade, em especial com a nossa Polícia. Não estou aqui para execrar todo profissional da Segurança Pública porque, como todos sabemos, há bons e maus profissionais em todos os setores, mas há setores críticos, onde falhas primárias na execução do trabalho coloca em risco a saúde e a segurança das pessoas.
Veja outras notícias sobre o caso do taxista:
Última notícia, publicada na Folha da Manhã online, em 04/03/2011.
Morte de taxista complica a situação de cabo PM que atirou
Sandra Santos
“Seu irmão não é vagabundo. Sou um trabalhador. Não me deixe morrer assim”. Essas teriam sido as últimas palavras à família, do taxista Renato Queiroz Ferreira, 55 anos, que morreu na manhã de quarta-feira, no Hospital Ferreira Machado, 17 dias após de ter sido atingido por uma bala disparada pelo PM Francisco Silva Carneiro Neto, o cabo Neto, lotado no 32º Batalhão da PM (Macaé). O enterro de Renato aconteceu às 12h de ontem, no Cemitério do Caju.
O crime foi durante suposta abordagem do policial a três travestis no Centro, que haviam solicitado corrida a Renato, na Praça São Salvador. O cabo Neto está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica/RJ. Segundo o comandante do 32º BPM (Macaé), tenente-coronel Cid Tavares, com a morte do taxista, a situação do policial se agravou ainda mais. “Já temos uma comissão apurando todos os fatos, paralelo ao trabalho da Polícia Civil. A morte da vítima passa a ser um dado mais grave e requer mais tempo de investigação. Acredito que o laudo final da comissão deverá ser encerrado em pelo menos dois meses”, disse.
Na ocasião do crime, durante o registro de ocorrência pelo suposto roubo praticado pelos travestis, o delegado adjunto da 134ª DP (Centro), Carlos Vinícius Bastos, com base nos depoimentos do PM e de uma testemunha — amigo do policial —, além das declarações dos travestis, o autuou em flagrante por tentativa de homicídio.
O tiro foi disparado de fora do carro em direção ao taxista, segundo o laudo pericial. O projétil atingiu a calha da porta do lado motorista e, em seguida, o ombro de Renato, se alojando na medula. Na primeira semana internado, o quadro clínico se agravou devido aos problemas crônicos de saúde — hipertensão e diabetes — sofridos pelo taxista, segundo o irmão, Ricardo Queiroz Ferreira, de 52 anos.
— Queremos que a justiça de Deus e a do homem sejam feitas. Meu irmão estava trabalhando. Antes de piorar o seu estado de saúde, nos lembrava sempre o que já sabíamos: que ele não era vagabundo, mas sim, um trabalhador. Quero acreditar, hoje, para continuar minha vida, que tudo foi uma fatalidade — declarou Ricardo, que é ex-taxista.
Caso Gandra - Também segue preso no BEP o também cabo da PM e lotado no 32° BPM/Macaé, João Manoel Pereira Gandra, o cabo Gandra, de 34 anos, preso em 13 de dezembro do ano passado, um dia depois de executar, com um tiro, o servente de olaria Romário Rangel Pessanha, 20, no interior de um bar em Mussurepe, na Baixada Campista. Gandra já era investigado pelo assassinato do pernambucano e estudante de Direito Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, em 24 de maio de 2010.
Sandra Santos
“Seu irmão não é vagabundo. Sou um trabalhador. Não me deixe morrer assim”. Essas teriam sido as últimas palavras à família, do taxista Renato Queiroz Ferreira, 55 anos, que morreu na manhã de quarta-feira, no Hospital Ferreira Machado, 17 dias após de ter sido atingido por uma bala disparada pelo PM Francisco Silva Carneiro Neto, o cabo Neto, lotado no 32º Batalhão da PM (Macaé). O enterro de Renato aconteceu às 12h de ontem, no Cemitério do Caju.
O crime foi durante suposta abordagem do policial a três travestis no Centro, que haviam solicitado corrida a Renato, na Praça São Salvador. O cabo Neto está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica/RJ. Segundo o comandante do 32º BPM (Macaé), tenente-coronel Cid Tavares, com a morte do taxista, a situação do policial se agravou ainda mais. “Já temos uma comissão apurando todos os fatos, paralelo ao trabalho da Polícia Civil. A morte da vítima passa a ser um dado mais grave e requer mais tempo de investigação. Acredito que o laudo final da comissão deverá ser encerrado em pelo menos dois meses”, disse.
Na ocasião do crime, durante o registro de ocorrência pelo suposto roubo praticado pelos travestis, o delegado adjunto da 134ª DP (Centro), Carlos Vinícius Bastos, com base nos depoimentos do PM e de uma testemunha — amigo do policial —, além das declarações dos travestis, o autuou em flagrante por tentativa de homicídio.
O tiro foi disparado de fora do carro em direção ao taxista, segundo o laudo pericial. O projétil atingiu a calha da porta do lado motorista e, em seguida, o ombro de Renato, se alojando na medula. Na primeira semana internado, o quadro clínico se agravou devido aos problemas crônicos de saúde — hipertensão e diabetes — sofridos pelo taxista, segundo o irmão, Ricardo Queiroz Ferreira, de 52 anos.
— Queremos que a justiça de Deus e a do homem sejam feitas. Meu irmão estava trabalhando. Antes de piorar o seu estado de saúde, nos lembrava sempre o que já sabíamos: que ele não era vagabundo, mas sim, um trabalhador. Quero acreditar, hoje, para continuar minha vida, que tudo foi uma fatalidade — declarou Ricardo, que é ex-taxista.
Caso Gandra - Também segue preso no BEP o também cabo da PM e lotado no 32° BPM/Macaé, João Manoel Pereira Gandra, o cabo Gandra, de 34 anos, preso em 13 de dezembro do ano passado, um dia depois de executar, com um tiro, o servente de olaria Romário Rangel Pessanha, 20, no interior de um bar em Mussurepe, na Baixada Campista. Gandra já era investigado pelo assassinato do pernambucano e estudante de Direito Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, o Natan, em 24 de maio de 2010.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Marcada a audiência do caso Natan
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Saiu o laudo do caso Romário.
Publicação original na Folha da Manhã online.
Laudo aponta apenas dois tiros
Sandra Santos
Sandra Santos
Dois, e não cinco tiros — como foi apontado por testemunhas inicialmente — mataram o jovem servente de olaria Romário Rangel Pessanha, 20 anos, assassinado no dia 12 de dezembro do ano passado, no interior do bar da família, em Mussurepe, na Baixada Campista, pelo cabo da Polícia Militar, João Manoel Pereira Gan-dra, 34 anos, segundo aponta perícia. O documento e dois projéteis de pistola calibre 380, que estavam alojados no crânio do jovem, foram arrecadados pelo legista e entregues na tarde da última terça-feira aos inspetores do Grupo de Investigação Continuada (GIC), da 134ª Delegacia de Polícia (Centro). Como inicialmente a informação da polícia era de que teriam sido cinco tiros efetuados pelo militar, em Romário, sendo um deles, na nuca e outros quatro no rosto, o delegado titular da 134ª DP, Oscar Sá Alves, vai solicitar ao legista mais detalhes sobre o exame de necropsia.
Gandra, que é acusado ainda de ter executado, com cinco tiros, o estudante de Direito Natanael Odilon Pereira da Silva, o Na-tan, 29 anos, no dia 24 de maio de 2010, em frente a uma boate, na Pelinca, segue preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, no Rio.
Hoje, dia em que expira a prisão temporária pelo assassinato de Romário, o delegado entregará ao Ministério Público Estadual (MPE) o relatório do Inquérito e o pedido de prisão preventiva de Gandra, pela morte de Romário.
— Atendido o pedido de prorrogação da prisão, Gandra, que já está aguardando o julgamento preso, pelo assassinato de Natan, também vai esperar pelo julgamento da morte de Romário, encarcerado — destacou Sá Alves.De acordo com a promotora de Justiça que acompanha o caso, Olivia Motta Venâncio, até então, Gandra está preso preventivamente pela morte de Natan e temporariamente (por 30 dias) pela execução de Romário, expedida pelo juiz Otavio Mauro Nobre, da 1ª Vara Criminal de Campos, com base no relatório entregue pelo delegado da 134ª Delegacia de Polícia de Campos, Carlos Vinicius Bastos, 24 horas depois do assassinato de Romário.
— O inquérito será denunciado à Promotoria de Investigação Criminal que, por sua vez, com o relato do delegado, solicitará da Justiça a prisão preventiva do militar. Há poucas chances de ele conseguir a sua liberdade para responder a um dos dois crimes em liberdade. Caso isso ocorra, ele ficará custodiado pelo outro. Ou seja: de uma forma ou de outra, ele terá que aguardar os dois julgamentos preso à disposição da Justiça — concluiu a promotora.
Famílias aguardando pelos julgamentos
A acusação contra o militar nos depoimentos na 134ª DP, das testemunhas que estariam no bar no momento em que Romário, sem chan-ce de defesa, teria sido atingido pelo primeiro tiro à queima-roupa, na nuca e, em seguida, pelos demais disparos quando caiu ao chão, sendo atingido no rosto, teriam sido primordiais, segundo o delegado Oscar Sá Alves, titular da 134ª DP, para que a Justiça expedisse o mandado de prisão preventiva pela morte de Natan, e a temporária pela execução de Romário. Anteriormente, outras três representações para prisão do policial feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) haviam sido negadas pelo então juiz Leonardo Grandmasson.
As famílias de Romário e de Natan elogiaram os trabalhos que vêm sendo realizados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, mas aguardam também mais explicações sobre o resultado do laudo cadavérico.
— Quem estava no bar viu esse assassino apontar primeiro arma na nuca de Romário e atirar. Mas a justiça está sendo feita —, declarou a irmã de Romário, Flávia Pessanha, 26 anos.
A mãe de Natan, a aposentada Tereza Cristina Pereira da Silva, 55 anos, disse estar confiante com o rumo das investigações e espera, em breve, encontrar com a família de Romário para poder, juntas, acompanhar os dois julgamentos do cabo Gandra, que elas acreditam aconteçam o mais breve possível.
Hoje, dia em que expira a prisão temporária pelo assassinato de Romário, o delegado entregará ao Ministério Público Estadual (MPE) o relatório do Inquérito e o pedido de prisão preventiva de Gandra, pela morte de Romário.
— Atendido o pedido de prorrogação da prisão, Gandra, que já está aguardando o julgamento preso, pelo assassinato de Natan, também vai esperar pelo julgamento da morte de Romário, encarcerado — destacou Sá Alves.De acordo com a promotora de Justiça que acompanha o caso, Olivia Motta Venâncio, até então, Gandra está preso preventivamente pela morte de Natan e temporariamente (por 30 dias) pela execução de Romário, expedida pelo juiz Otavio Mauro Nobre, da 1ª Vara Criminal de Campos, com base no relatório entregue pelo delegado da 134ª Delegacia de Polícia de Campos, Carlos Vinicius Bastos, 24 horas depois do assassinato de Romário.
— O inquérito será denunciado à Promotoria de Investigação Criminal que, por sua vez, com o relato do delegado, solicitará da Justiça a prisão preventiva do militar. Há poucas chances de ele conseguir a sua liberdade para responder a um dos dois crimes em liberdade. Caso isso ocorra, ele ficará custodiado pelo outro. Ou seja: de uma forma ou de outra, ele terá que aguardar os dois julgamentos preso à disposição da Justiça — concluiu a promotora.
Famílias aguardando pelos julgamentos
A acusação contra o militar nos depoimentos na 134ª DP, das testemunhas que estariam no bar no momento em que Romário, sem chan-ce de defesa, teria sido atingido pelo primeiro tiro à queima-roupa, na nuca e, em seguida, pelos demais disparos quando caiu ao chão, sendo atingido no rosto, teriam sido primordiais, segundo o delegado Oscar Sá Alves, titular da 134ª DP, para que a Justiça expedisse o mandado de prisão preventiva pela morte de Natan, e a temporária pela execução de Romário. Anteriormente, outras três representações para prisão do policial feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) haviam sido negadas pelo então juiz Leonardo Grandmasson.
As famílias de Romário e de Natan elogiaram os trabalhos que vêm sendo realizados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, mas aguardam também mais explicações sobre o resultado do laudo cadavérico.
— Quem estava no bar viu esse assassino apontar primeiro arma na nuca de Romário e atirar. Mas a justiça está sendo feita —, declarou a irmã de Romário, Flávia Pessanha, 26 anos.
A mãe de Natan, a aposentada Tereza Cristina Pereira da Silva, 55 anos, disse estar confiante com o rumo das investigações e espera, em breve, encontrar com a família de Romário para poder, juntas, acompanhar os dois julgamentos do cabo Gandra, que elas acreditam aconteçam o mais breve possível.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Mais notícias sobre o caso
A Folha da Manhã de hoje publicou notícias atualizadas sobre a situação do valentão Gandra, que continua preso. Acompanhe aqui.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Gandra está preso!
Embora eu tente admitir que o ser humano é bom em seu estado natural; que é um ser puro e inacabado, em eterno processo de aprimoramento, fico imaginando como pode certas pessoas estarem entre nós, feito células cancerosas num corpo saudável que, logo logo, deixará de sê-lo devido à multiplicação incontrolável dessas unidades celulares.
Vivemos numa sociedade dominada pelo medo, uma sociedade refém do banditismo e vivendo sob ameaças constantes. Somos coagidos por elementos que deveriam nos proteger. Verdadeiros bandidos!
Após assassinar de maneira covarde o estudante Natan, o valentão Gandra resolveu aprontar mais uma vez, executando outra vítima com características parecidas - um tiro na nuca e mais quatro no rosto - segundo informações do jornal folha da manhã do dia 14 de dezembro.
Depois da morte de Natan o policial militar foi afastado das ruas e estava trabalhando administrativamente na unidade policial onde era lotado, em Macaé e teve negada por três vezes a solicitação de prisão preventiva pelo juiz da 1º Vara Criminal, Leonardo Grandmansson.
Para aqueles que defendem a tese de legítima defesa no caso de Natan, fica a pergunta: e no caso de Romário? Segundo consta não houve qualquer tipo de ação por parte da vítima que justificasse a agressão. Bom, até agora não há nada que justifique o atentado. Vamos aguardar o desenrolar.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Assassino de Natan faz mais uma vítima.
Depois dos três pedidos do Ministério Público à Justiça pela prisão cautelar do policial militar, o cabo João Manoel Pereira Gandra, 34 anos, acusado de matar Natanael Odilon Pereira da Silva, 29 anos, em 24 de maio deste ano, em frente a uma boate na Avenida Pelinca, novamente é apontado por testemunhas por mais um homicídio. Acompanhe tudo aqui e aqui na Folha da Manhã online.
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