quarta-feira, 21 de julho de 2010

HEIN, PAI, MATARAM NATAN!

Foi assim que recebi a notícia da sua morte quando meu filho chegou a casa para o almoço.
Tive a oportunidade de conviver com Natan durante a curta permanência dele neste mundo, mas foi o suficiente para conhecer o pernambucano contador de histórias, conversador e irreverente que veio para esta cidade em busca dos seus sonhos: tornar-se advogado e dar melhores condições de vida para a sua família. Mas um tiro (só um?) acabou com todos os seus sonhos; um tiro de “legítima defesa” dado na cabeça; um tiro que não só atingiu o jovem nordestino, mas também a sociedade naquilo que ela talvez mais preze: a segurança.
Não questiono as intenções da vítima quando retornou ao local do ocorrido portando uma faca, porque nada que ele tenha feito dentro ou fora daquele estabelecimento justifica tamanha brutalidade, principalmente vindo de alguém supostamente treinado para lidar com situações adversas e com a segurança pública.
Só nos resta agora esperar e torcer para que a justiça que “tarda, mas não falha” seja feita e que todos os fatos sejam apurados devidamente para que a sociedade e, principalmente os familiares do estudante, tenha uma resposta definitiva para o caso.

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