quinta-feira, 8 de julho de 2010

Kapi recebe ameaça de morte

O fato de não calarmos está incomodando. Quem estará por trás das ameaças?

O diretor de teatro, poeta e articulista da Folha da Manhã, Antonio Roberto de Gois Cavalcanti, o Kapi, denunciou hoje à tarde, no Ministério Público Estadual (MPE), em Campos, ter sido ameaçado de morte — hoje ele vai à 134ª Delegacia Legal registrar o fato. A ameaça, segundo ele, aconteceu por volta de 1h30, por telefone. Do outro lado da linha, uma voz firme e forte ameaçou: “Você vai morrer seu f.. d... p... Você fala demais”. Kapi afirma que, por não ter inimigos, acredita que a ameaça só pode estar associada ao fato de ele ser um dos amigos do jovem pernambucano Natanael Odilon Pereira da Silva, o Natan, 29 anos, morto na madrugada do último dia 24 de maio em frente a uma boate na avenida Pelinca. Desde então, ele e alguns amigos do rapaz se mobilizam pedindo justiça. Natan foi morto pelo PM lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Macaé, cabo João Manoel Pereira Gandra.Desde a morte do amigo Natan, Kapi escreveu pelo menos seis artigos sobre o fato no seu espaço semanal publicado pela Folha, sempre às segundas-feiras. “Não se trata de cobrança. O que a gente quer é que o caso não caia no esquecimento, apesar do empenho do Ministério Público”, afirmou. Ele lembra que, mesmo diante das evidências apontadas no inquérito concluído pelo delegado Maurício Barros, com base na necropsia do Instituto Médico Legal (IML) que aponta execução, foram negados pela 1ª Vara Criminal de Campos, dois pedidos de prisão contra o autor dos cinco disparos que ceifaram a vida do rapaz: um feito pelo próprio delegado e outro pelo MPE.Leia a matéria completa na edição de amanhã.

Fonte: Folha online de 07/07/2010.

2 comentários:

  1. Me chamo Fernando e sou primo do Natan, agradeço a todos que lutam para q este caso não caia no esquecimento. Nos aqui do recife estamos com fé que este bandido seja preso. Obrigado!!!!

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  2. Fernando;
    Natan se foi mas deixou boas amizades por aqui. Estamos apenas clamando por justiça, nada mais.
    Um abraço para toda a família, em especial para a mãe dele.

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